quarta-feira, 1 de março de 2006

O Carnaval a mim não me diz nada!

Podem pensar, este tipo tem algum trauma de infância, fizeram algumas partidas e ficou assim, coitadito.
Não é nada disso.
Quando somos crianças, qualquer pretexto é bom para a brincadeira, embora já não achasse grande piada a mascarar-me e aos bailaricos, sempre se faziam algumas brincadeiras entre amigos.
No entanto não é só por causa disso.
A ver o telejornal vê-se o panorama do Carnaval português. Salvo algumas honrosas excepções, é uma cópia ou tentativa de cópia do brasileiro e, será isso que me entristece.
Nós não temos nesta altura clima, embora hoje o tempo estivesse bem agradável, apesar dos esforços o samba não está dentro de nós e, não acima de tudo não somos brasileiros.
Os cabeçudos, a sátira política nos carros alegóricos, e outras tradições que por aí ainda se vão vendo, é o nosso Carnaval…
Causa-me alguma estranheza a autoridade extrema, ou o sentimento que alguém poderá possuir, em ser o defensor da verdade, do correcto, do justo, pior ainda quando isto fere com a autonomia dos Estados.
O que se tenho visto e lido sobre o problema nuclear no Irão, recorda-me o início da Guerra no Iraque, com armas de nucleares que iriam por em perigo todo o ocidente e países “amigos”. Passada a guerra os tais argumentos não foram confirmados.
O Irão por ser turno, pretende segundo eles construir centrais que permitam a produção de energia eléctrica e não com fins militares.
È caso de preocupação? Parece-me que sim, mas daí a um país, os Estados Unidos da América, a querem, fundamentarem uma possível guerra ao Irão, por causa disto ainda vai um logo passo.
O Irão não será um Iraque, que ainda sofria os efeitos da Guerra do Golfo, terá com certeza mais meios e irá impor mais dificuldades, não contando com os apoios de outros países, já incendiados pelo actual clima resultante dos cartoons.
Outro facto é que N países possuem centrais nucleares e, muitos deles possuem armas nucleares, como podem ser os mesmo, a querer restringir estes meios a outros? Qual a moral para querer impedir? Poderemos ser nós, portugueses, atacados por pensar em construir uma central nuclear, como se tem falado?
Qualquer atitude deveria partir de uma entidade, que reunisse o maior número de países e consensos, visando acima de tudo garantir as finalidades do programa iraniano, não desde logo restringindo ou limitando a soberania do estado.
Este “poder” de invadir países, derrubar regimes, que um Estado toma sobre outro, quando ao longo da história temos assistido a barbaridades que não merecem tal procedimento, a mim preocupa-me.